De uns bons tempos para cá o Rio de Janeiro vem recuperando sua auto estima, o movimento nas ruas. No dia em que saiu o resultado de que somos a sede das Olimpíadas em 2016 a emoção tomou conta da cidade e também do Brasil.
No entanto, é preciso avaliar bem. A paixão pelo esporte é uma prática na cidade, agora, será preciso nos prepararmos para fazer com esse movimento de bilhões de dólares promova também uma força para nossa tão sofrida economia.
Numa visão sistêmica de todo processo que passaremos daqui até 2016, o momento é de estudo. As empresas cariocas devem procurar ter acesso aos movimentos de negócios das Olimpíadas anteriores desenvolvendo uma visão ampla que permitirá uma análise do que realmente irá funcionar no Rio de Janeiro em 2016.
Este finalzinho de década que estamos é um período rico, pois teremos pela frente dois grandes eventos esportivos: a Copa de 2014 e as Olimpíadas e isso nos leva direto a uma análise profunda pautada em muita pesquisa, o que resultará num planejamento minucioso, sobre as reais possibilidades de negócios que trazem esses eventos às empresas de médio e pequeno porte do Rio de Janeiro. Algumas instituições como o Sebrae, Fundação. Getúlio Vargas e a ESPM devem investir em eventos que promovam a orientação desses empresários para que haja o melhor aproveitamento possível da boa oportunidade que está por vir.
Não podemos entupir o mercado com propostas de negócios sem força e know how. O movimento, precisa ser estruturado. Lembro-me que na época do Pan, as licitações, as oportunidades, ficavam bem distantes da grande maioria das empresas cariocas. Acho que a Associação Comercial do Rio de Janeiro, a Firjan, entre outras instituições, devem organizar algumas rodadas de negócios para começarem a esquentar as turbinas e ampliando assim a possibilidade de novas parcerias, novos investidores e toda a gama de associações possíveis para que o Rio possa aproveitar o evento como impulso na retomada de seu crescimento.
Precisamos promover grandes transformações planejadas a médio e a longo prazo, visualizando novas estratégias e promovendo desde já a sustentabilidade do negócio das olimpíadas para que haja equilíbrio na distribuição das oportunidades, não só para empresários, mas também para as comunidades de todo o Rio de Janeiro.
Afinal, nosso povo já realiza a maior festa de todos os tempo e todos os anos, o nosso mundialmente famoso carnaval, portanto, não é por acaso que o Rio volta a ocupar com pompa e circunstância seu lugar de vitrine do Brasil, não só como uma mídia que oferece visibilidade, mas também como pólo criativo de excelência, numa praça de negócios com um pequeno detalhe... Maravilhosa!
Suzana David
suzana_cdb@yahoo.com.br