Ediçao NacionalEdição Nacional
ChargeCharge
PolíticaPolítica
EconomiaEconomia
EsportesEsportes
MetrópolesMetrópoles
NacionalNacional
InternacionalInternacional
OpiniãoOpinião
Ediçao NacionalEspeciais



29/10/2008 12:57:41
Consciência de si
Por Maria Beatriz Whitaker Penteado - do Rio de Janeiro
Na minha coluna anterior, abordei um tema de extrema importância para viver uma vida mais consciente: os limites.  A noção de limites é - e nem poderia ser diferente- extremamente pessoal e está longe de ser uma regra geral, aplicável a todos da mesma forma. Não se trata, mesmo, de uma regra.

Cada pessoa é diferente e tem sua própria noção de limites. O limite pode ser para o bem – como, por exemplo, saber a hora de parar de fazer alguma coisa extremamente nociva para si mesmo. Ou para o mal, quando se repete um comportamento mesmo sabendo que ele terá conseqüências desastrosas.

E do que, de fato, estamos falando? Qual é o parâmetro para saber o que nos faz mal e o que nos faz bem? Qual é a diferença, para cada um de nós, entre o que é saúde e o que é doença? Qual será a noção de saúde para cada indivíduo? Partindo do princípio que todos somos adultos e, estamos, na medida do possível conectados com o mundo e de alguma forma informados, somos profissionalmente ativos ou talvez não mas, com certeza, responsáveis pela nossa própria vida e nossas escolhas, essa noção de saúde é sem dúvida, a chave para o grande mistério de nossa existência, da nossa vida em si ou seja, da consciência de si.

Parto do seguinte princípio: se você tem um corpo físico, nesta nossa dimensão na terra, você existe, ponto. Nem os místicos, segundo Alexander Lowen – criador da Bioenergética - conseguem transcender completamente a sua existência corporal. É isso. Mas não é só isso. Muitas pessoas não compreendem essa noção de existência corporal. São muitas as histórias de pessoas que entram em consultórios de psicoterapia, com a queixa de que não se sentem vivas e não sentem nada. E a partir do momento que não conseguem sentir nada – daí falo de sentimentos e sensações basicamente no plano corporal - não podem de fato sentir o mundo ao redor. Seus sentidos (tato, paladar, olfato, visão, audição e intuição) não funcionam como poderiam, estão adormecidos ou mesmo anestesiados. Os sentidos são a prova mais real do vasto mundo e da vida que existe e pulsa em nosso corpo. Sem eles não podemos interagir nos afetos - nem consigo mesmo e muito menos com outros seres vivos, coisas e etc.

O desenvolvimento dos nossos sentidos é parte essencial da construção de uma consciência dos processos corporais. Esta consciência corporal é o nível mais amplo e profundo da consciência de si. Continuarei na próxima coluna. Até lá.

Maria Beatriz Whitaker Penteado
biapenteado@uol.com.br



Compare Produtos, Lojas e Preços


© 2009 Copyright Correio do Brasil. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência Correio do Brasil.